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7 tendências de Big Data que você precisa conhecer

Graças à evolução das tecnologias de software e internet, grandes avanços foram feitos no segmento de Big Data nos últimos anos. E empresários, gestores e profissionais técnicos da área esperam muito mais para 2018 e além.

Diante desse interesse cada vez maior pela estratégia, vale a pena considerar o que vem por aí. Então, neste post vamos compartilhar com você as tendências de Big Data para os próximos anos. Continue lendo e confira!

O cenário brasileiro

De fato, no Brasil os investimentos em tecnologia ainda são tímidos se comparados aos de países como Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha. Isso porque, além da crise política e econômica que abateu o país, nossa mão de obra — mesmo qualificada — continua barata, sendo mais vantajoso investir em trabalho manual.

No entanto, os avanços tecnológicos não param, principalmente no setor de Big Data, forçando uma rápida evolução no mundo corporativo.

À medida que os empresários e gestores vão enxergando as vantagens e o potencial que a tecnologia tem para otimizar os processos e elevar o patamar produtivo das empresas, mais investimentos vão sendo feitos no setor. E isso deve continuar nos próximos anos.

Melhor: deve haver crescimentos exponenciais, considerando as tendências de Biga Data que vêm por aí. Além disso, a economia já começa a dar sinais de recuperação, o que estimula maiores investimentos.

Nesse novo cenário, as novidades devem aperfeiçoar ainda mais a tecnologia, auxiliando os gestores em processos de análise e segurança. Vejamos, então, quais são as principais tendências de Big Data para os próximos anos:

Principais tendências de Big Data

1. Migração de dados e infraestrutura para a nuvem

Para manter a competitividade em um cenário tão delicado como o atual, as empresas precisam ter seus gastos reduzidos e maior flexibilidade em termos de acesso a soluções mais eficientes e baratas. E a capacidade de fazer isso vem com a substituição de um Data Center local por uma assinatura de uso para os serviços na nuvem.

Independentemente do porte, as empresas têm mapeado seus dados de forma cada vez mais estratégica e formado infraestruturas de TI (Data Center) na nuvem.

O intuito disso, grosso modo, é transferir os dados e sistemas ERP’s (Enterprise Resource Planning) inteiros para um ambiente online, agregando mobilidade às operações do negócio e garantindo redução de custos com infraestrutura física e maior segurança das informações.

A migração para a nuvem também resolve o problema de escassez de mão de obra qualificada no setor de TI, uma vez que o fornecedor da cloud dará todo o suporte necessário às manutenções e atualizações da infraestrutura, e ainda disponibilizará uma equipe altamente capacitada para lidar com as questões de segurança e acessibilidade.

2. Estratégias de Mobile Marketing

Uma das tendências de Big Data que mais deve ganhar força no próximo ano é o Mobile Marketing.

Também conhecido como M-Marketing, a estratégia visa alcançar um público maior por meio do marketing digital multicanal, já que o uso de smartphones, tablets e outros dispositivos móveis vem crescendo bastante como ferramenta de acesso à internet. Aliás, o celular está modificando a forma como as pessoas se envolvem com as marcas.

Hoje, praticamente tudo o que pode ser feito em um computador (desktop), também pode ser feito por meio de um dispositivo móvel. Seja abrir um e-mail, visitar um site, interagir nas redes sociais, usar aplicativos de serviços, realizar pesquisas ou até fazer compras online.

Nesse novo cenário, o Mobile Marketing visa a conhecer e compreender melhor o perfil desse público (seus estilos, padrões de comportamento, preferências etc.), ajudando os profissionais de publicidade a criar conteúdos mais adequados às plataformas móveis e fazer uso estratégico de aplicativos para celulares, por exemplo.

Interação e experiência serão as chaves para o engajamento do público, e M-Marketing deve contribuir para que as empresas façam isso com alto grau de sucesso.

3. Análise por meio de Small Data

Small Data (ou “pequenos dados”) são dados em um volume e formato menor, o que os torna mais facilmente acessíveis, analisáveis e informativos.

Diferente do Big Data — que, geralmente, aborda uma combinação de dados, estruturados ou não, que podem ser analisados em larga escala — o Small Data fornece informações oportunas e significativas derivadas de grandes volumes, organizando e agrupando os dados (muitas vezes visualmente) para melhorar a tomada de decisões dos gestores.

Ou seja: enquanto as ferramentas de Big Data coletam, manipulam e armazenam todos os dados gerados pelo negócio, as de Small Data se concentram mais em extrair desse volume informações sobre um departamento isolado da empresa, por exemplo.

Nesse sentido, o Small Data costuma fornecer informações que respondam às perguntas mais específicas, abordando assim problemas, necessidades e desejos também mais específicos. Isso facilita o acesso a informações mais segmentadas e possibilita ações mais rápidas e certeiras para o negócio.

E a boa notícia é que, enquanto o Brasil engatinha nas tecnologias de Big Data, o Small Data já é apontado como uma tendência para resolver os problemas enfrentados nas análises de grandes volumes de dados.

4. Coleta e análise de Dark Data

Em muitos casos, as organizações coletam diversos tipos de dados sem saber, exatamente, o que fazer com eles — em outros casos, essa coleta nem é feita. Isso é o que chamamos de Dark Data (dados escuros, ou dados escondidos).

Trata-se, grosso modo, dos dados gerados e armazenados por meio de diversas operações realizadas pela internet, telefone ou outro meio de comunicação (física ou virtual), que não são utilizados para análise e, portanto, não contribuem para a tomada de decisões dos gestores.

Imagine, por exemplo, uma indústria que usa equipamentos com sensores e conversores analógico-digitais em sua produção. Muitos dados são coletados por eles, mas não são levados em conta, fazendo com que informações importantes sobre a produtividade sejam perdidas sem serem analisadas.

Ainda são poucas as empresas que se importam com as informações que podem ser geradas com a coleta de Dark Data. Muitos gestores e profissionais de TI, contudo, acreditam que isso pode ser útil para a empresa em um futuro próximo, uma vez que se tenha adquirido melhores tecnologias analíticas para processar essas informações corretamente.

5. Análise em tempo real

Sabemos que um certo senso de imediatismo faz cada vez mais parte da vida dos gestores. Afinal, vivemos em um mercado em constante mudança, em que análises e tomadas de decisões mais rápidas e certeiras podem fazer toda a diferença para a sobrevivência do negócio.

Os gestores não querem mais ter que aguardar relatórios de análise periódicos, como a maioria das empresas ainda faz. Desse jeito, a pressão será maior no setor de TI para fornecer relatórios de análises instantâneas.

E essa necessidade deve ser atendida por meio do BI (Business Intelligence), possibilitando que os gestores monitorem os dados por meio de um dashboard (painel de controle) em tempo real (ou quase). Discutiremos o BI mais abaixo.

6. Segurança Blockchain

O Blockchain é um livro digital incorruptível de transações financeiras, que pode ser programado para registrar todas as operações de valor de uma empresa.

Trata-se de uma tecnologia que oferece oportunidades para a inovação disruptiva e contribui para a criação de um padrão nos processos de transações comerciais globais, dando-lhes mais segurança e confiabilidade.

Atualmente, essa tecnologia é muito utilizada nas transações de Bitcoin (moeda virtual), mas a tendência é que acabe englobando todos os tipos de operações online nos próximos anos. Assim, podemos dizer que o que a internet fez pela comunicação o Blockchain fará pelas transações de valor no ambiente online.

7. Business Intelligence

Apesar de ser uma tendência antiga, a busca pela implementação do Business Intelligence nas empresas deve continuar a crescer. Em 2018, o uso dessa tecnologia deve aumentar no Brasil e contribuir para melhorar os níveis tecnológicos nos setores de serviços, comércio e indústria.

De certo modo, o BI é uma tecnologia complementar ao Big Data, pois reúne, agrupa e segmenta dados com o intuito de fornecer relatórios mais precisos, contendo as informações mais relevantes sobre o negócio.

Assim, ele é diferente do Small Data, pois não só reúne os dados por segmento ou grupos menores como também faz uma leitura deles, entregando informações prontas aos gestores. Ou seja, ele extrai do volume bruto de dados as informações mais importantes, aumentando o poder de tomada de decisões dos gestores.

Com o BI, portanto, a análise dos dados torna-se automatizada, eliminando o desperdício de tempo com a tarefa e os riscos de interpretações equivocadas.

É importante lembrar, contudo, que qualquer nova tecnologia implementada na empresa precisa, antes, ser analisada por uma empresa especializada para se descobrir as reais necessidades do negócio e como a tecnologia poderá contribuir para satisfazê-la. O que não é difícil, nem demorado, quando feito por profissional com know how e experiência.

Nesse sentido, uma consultoria deve ajudar os gestores a identificar as oportunidades de melhorias, e a decidir sobre as melhores soluções para o negócio crescer e evoluir de forma sustentável.

Enfim, como vimos até aqui, as tendências de Big Data devem impactar fortemente no modo como as empresas atuarão nos próximos anos.

Logo, quem estiver atento conseguirá sair na frente e poderá construir um diferencial competitivo forte diante da concorrência, se destacando no segmento em que atua! E agora, se você gostou destas novidades, aproveite para descobrir também como a Internet das Coisas vai interferir nas empresas!

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